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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Estreia de filme pode aumentar caça a peixes-palhaço com cianureto





Muitos dos "Nemos", ou peixes-palhaço, presos em aquários de crianças são capturados com cianureto, alertam pesquisadores, que também denunciam o perigo que essa prática tóxica representa para os corais.

A estreia do filme "Procurando Dory" nesta sexta-feira (17) nos cinemas americanos - no Brasil, a sequência de "Procurando Nemo" será lançada em 30 de junho -, desenho animado sobre um peixe azul chamado cirurgião-patela que vive em recifes (Paracanthurus hepatus), aumentará a venda dessa espécie tropical e a sua pesca, que utiliza veneno com cianureto, denuncia um relatório da ONG For the Fishes.

Depois do primeiro filme da franquia, mais de um milhão de peixes-palhaço (Amphiprioninae) já foram capturados de recifes tropicais, disse Craig Downs, do Laboratório Ambiental Haereticus da Virgínia instituto de pesquisa que elaborou o relatório junto com a For the Fishes.

Uma das formas mais comuns - apesar de ilegal - de capturar esses peixinhos coloridos é usando cianureto.





"Para pegá-los, você coloca cianureto no peixe, ou ele vai para essa nuvem de cianureto e fica atordoado", afirmou Downs.
Mais da metade dos aquários de água salgada comprada pelos pesquisadores em lojas de animais deu positivo para teste de cianureto, segundo o relatório.
Os resultados seriam similares em qualquer outro país, já que a maioria dos peixes de aquário provém do mesmo fornecedor, completou Downs.
Segundo ele, no ano que vem serão realizados testes em lojas da Europa.
A equipe aplicou o teste em mais de 100 peixes, incluindo os azuis, como a Dory, dos quais cerca de 300.000 exemplares são vendidos todo ano, segundo um informe recente.
Os peixes azuis são vendidos nos aquários por até US$ 170 o exemplar, segundo Downs.
"Todos os peixes como 'Dory', ou 'Nemo', que eu comprei têm - salvo um - altos níveis de resíduos de veneno", reforçou Downs, acrescentando que eles "não sobreviveram mais de nove dias depois da compra".

Aves apreendidas em ações contra contrabando são soltas na natureza


A Polícia Ambiental realizou neste final de semana a soltura de aves apreendidas em diversas ações de combate ao contrabando. A soltura foi realizada pela equipe de Lins(SP) em uma área de mata nativa da região.
Segundo informações da Polícia Ambiental, foram devolvidas à natureza cerca de 210 aves de diferentes espécies. Ainda de acordo com a polícia, no geral, as aves estavam sendo contrabandeadas, comercializadas clandestinamente ou vivendo em cativeiros irregulares. Elas receberam o tratamento necessário para poderem voltar ao habitat natural.